Índice 

  1. Introdução  
  2. Origem e domesticação dos cães domésticos 
  3. A fase filhote  

3.1. Características físicas e de personalidade  

3.2. O período de socialização e sua importância 

3.3. Treinamento básico para filhotes 

3.4. Cuidados específicos de saúde e nutrição 

4. A fase de Jovem adulto 

4.1. Mudanças físicas e comportamentais 

4.2. A importância do treinamento contínuo 

4.3. Exercícios e atividades adequadas 

4.4. Cuidados com a saúde e a nutrição 

5. A fase Adulta 

5.1. Personalidade e comportamento típicos 

5.2. Manutenção de treinamento e reforço de bons comportamentos 

5.3. Necessidades de exercício e mentalização 

5.4. Rotina de cuidados de saúde e alimentação 

6. A fase Sênior 

6.1. Mudanças físicas e comportamentais  

6.2. Adaptações na rotina e no ambiente  

6.3. Cuidados especiais com a saúde e prevenção  

6.4. A importância do enriquecimento ambiental e exercícios adequados

7. Conclusão 

8. Referências Bibliográficas  

  1. Introdução 

Ao longo deste e-book, exploraremos as particularidades comportamentais e necessidades específicas de cada fase da vida dos cães. Compreender e adaptar-se a essas características ajudará você a criar um ambiente saudável, feliz e equilibrado para o seu amado cão. Lembre-se sempre de fornecer cuidados adequados de saúde, treinamento contínuo e amor incondicional. Aproveite cada estágio da vida do seu cãozinho e construa uma relação duradoura e gratificante!  

Vamos começar! 

  1. Origem e domesticação dos cães domésticos 

A origem e domesticação dos cães domésticos (Canis familiaris), conforme registros arqueológicos, remetem ao Oriente Médio, e eles fizeram parte da evolução civilizatória. A região de origem dos cães, era chamada de Crescente Fértil, conhecida como berço da agricultura. Acredita-se que os caçadores nômades, eram seguidos por cães primitivos.  

 Os cães domésticos, tiveram sua ancestralidade a partir do lobo cinzento (Canis lupus). O cão foi o primeiro animal a ser domesticado há cerca de 15 mil anos, próximo de quando houve a distinção entre o cão primitivo e o seu ancestral. A teoria que envolve a aproximação entre o homem e o cão, remete a troca entre as duas espécies, onde a primeira se beneficiava da proteção contra outros animais, ajuda na caça, pastoreio, companhia e função sentinela, enquanto a segunda obtinha abrigo e alimentação. As duas espécies teriam passado a cooperar entre si, os lobos alimentando-se dos restos dos alimentos dos homens, e os homens observando o comportamento dos lobos para melhor encontrar recursos, como água e caça. Essa aproximação teria sido possível devido ao desejo de ambos de conviverem em grupo ou matilha. O cão, só teria surgido através da ação direta do homem, que ao treinar e domesticar os lobos teriam criado uma nova espécie. Essa descoberta só foi possível, com estudos de comportamento, vocalização, morfologia e anatomia do cão. O material genético de cães e lobos difere em apenas 1%, compartilhando, desta forma, a maioria dos seus genes. 

Darwin acreditava que as diferenças entre as raças dos cães, provinha da sua descendência de espécies distintas e do cruzamento entre elas.  

O processo de domesticação dos cães, revelou aos humanos características incríveis relacionadas ao trabalho que esses animais conseguiam executar. A partir disso, as raças caninas foram desenvolvidas de acordo com as funções às quais eram destinadas, dando origem à cães de guarda, caça, pastoreio, tração de trenós e farejadores. O avanço da tecnologia tornou o trabalho dos cães dispensável, e com o estreitar dos laços afetivos entre homem e cão, alguns destes animais deixaram de se voltar ao trabalho para desempenhar a função de companhia, o que levou os humanos a considerarem mais a estética do animal, favorecendo assim, a criação da maioria das raças que conhecemos hoje. A criação das raças trouxe características que proporcionam que alguns cães se sobressaiam sobre outros em alguns aspectos. A seleção foi executada por humanos, o que tornou o processo de criação de raças um evento antinatural. Entretanto, a busca por animais cada vez mais puros por meio de cruzamentos consanguíneos, induziu o surgimento de problemas genéticos que tornaram os animais dependentes de tratamentos de saúde para manter sua qualidade de vida. O cruzamento seletivo das raças, data de aproximadamente 300 anos. Atualmente contabiliza-se aproximadamente 400 raças de cães catalogadas, e cada uma delas possui peculiaridades comportamentais e morfológicas. Quando comparada a outras espécies, o cão possui uma variedade morfológica superior, que se confirma através das diferentes raças existentes. 

A convivência entre o homem e o cão tem sido descrita como benéfica, tanto para a saúde física, quanto mental. Observa-se desde o momento de se ter um animal de estimação em casa, que fornece carinho e companhia, até os benefícios terapêuticos e de serviços que prestam para as pessoas com deficiências. Características dos cães, como  sensibilidade e percepção de mundo à sua volta possibilitou a eles uma proximidade com o homem. 

  1.  A fase do Filhote 

3.1. Características físicas e de comportamento  

Os filhotes são conhecidos por sua aparência adorável e características físicas distintas. Geralmente tem uma aparência fofa e carismática, são arteiros, tem energia de sobra e costumam dormir por longos períodos. 

 Cada raça expressa seu comportamento e personalidade, mas ambos precisam de cuidados e muito amor. 

3.2. O período de socialização e sua importância 

A fase de socialização é crucial para os filhotes. Ela ocorre nos primeiros dias de vida com a socialização entre mãe x filhote e filhote x irmãos. Após os 15 dias de vida (momento em que ocorre a abertura dos olhos, eles já começam a explorar o ambiente e experimentam novas sensações e experiências.  Já nos primeiros meses de vida, é importante que convivam com humanos, outros animais (que sejam do mesmo domicílio), para que isso não se torne um desafio estressante. Durante esse período, os filhotes aprendem a interagir de maneira adequada com o mundo ao seu redor e a desenvolver confiança. 

A socialização adequada é essencial para garantir que o filhote se torne um cão adulto bem equilibrado e amigável. Expor o filhote a diferentes estímulos, como ruídos, pessoas desconhecidas, outros animais e ambientes diversos, ajuda a prevenir comportamentos indesejados, como medo, ansiedade e agressão. 

3.3. Treinamento básico  

O treinamento básico para filhotes deve começar cedo. Os filhotes geralmente são receptivos e podem aprender comandos básicos rapidamente. Alguns aspectos importantes do treinamento incluem: 

Socialização contínua: além da fase inicial de socialização, é importante continuar expondo o filhote a diferentes situações e pessoas ao longo de sua vida para mantê-lo sociável, sempre dentro dos limites saudáveis perante ao protocolo vacinal.  

Reforço positivo: utilize recompensas, como petiscos, elogios verbais e carinho, para reforçar comportamentos desejados. Isso incentiva o filhote a repetir esses comportamentos. 

Comandos básicos: ensine comandos básicos, como “sentar”, “ficar”, “deitar” e “vir aqui”. Esses comandos ajudam a estabelecer uma base sólida para o treinamento posterior. 

Treinamento de higiene: ensine o filhote a fazer as necessidades no local adequado, como jornais, área externa ou durante os passeios. Use reforço positivo para incentivar o comportamento correto. 

3.4. Cuidados específicos de saúde e nutrição 

É essencial fornecer cuidados adequados de saúde e nutrição para o filhote. Aqui estão alguns aspectos importantes a serem considerados: 

Alimentação: escolha uma ração de alta qualidade, especialmente formulada para filhotes de acordo com o seu porte. Siga as instruções de alimentação do fabricante e monitore o peso e a condição corporal do filhote para ajustar a quantidade, se necessário. 

O protocolo vacinal mais eficaz é aquele que é pensado e efetuado individualmente para cada animal, (seguindo as orientações do médico veterinário de confiança), mas na sua grande maioria, a primeira dose inicia-se aos 45 dias de vida, sendo estendido até mais ou menos os 4 meses de vida, quando será feita a última dose das vacinas obrigatórias como polivalente, que abrange proteção contra o vírus da  Cinomose, Adenovírus tipos 1 e 2, Parainfluenza Canina, Parvovírus, leptospiras; e a Antirrábica que promove proteção contra a Raiva canina. Nesta fase, também se inicia a desvermifugação.   

Muito cuidado ao expor esse filhote à desafios de imunidade durante o protocolo vacinal. Impedir que tenha contato com outros cães, locais onde passam muitos animais como pet shop, parques, praças, hotéis, entre outros, é uma forma de prevenção e cuidado com a saúde.  

 4. A fase de adulto jovem 

4.1. Mudanças físicas e comportamentais  

Durante esta fase, que geralmente ocorre entre os 6 e 18 meses de vida, há uma série de mudanças físicas e comportamentais. Em termos físicos, o filhote passa por um rápido crescimento, com um aumento na altura e peso conforme o seu porte, pode sofrer alterações de comprimento, coloração e quantidade de pelos.  

No que diz respeito ao comportamento, é comum observar uma maior independência por parte do cão nesta fase. Eles podem começar a desafiar os limites estabelecidos, testando sua posição na hierarquia familiar. Além disso, é possível ocorrerem oscilações de humor, que vão desde momentos de energia extrema e brincadeiras até períodos de calma e sonolência. 

4.2. A importância do treinamento contínuo 

Durante a fase de adulto jovem, o treinamento contínuo é de extrema importância para garantir que o cãozinho desenvolva comportamentos adequados e se torne um pet bem comportado no futuro. É importante manter a disciplina nas regras e nos comandos ensinados, reforçando o comportamento desejado com recompensas positivas, como petiscos e elogios. 

Nesta idade, o treinamento se torna um desafio ao tutor, que deve estabelecer uma base sólida de treinamento, pois o cão está em uma fase de aprendizado acelerado. Ignorar ou permitir comportamentos indesejados nessa fase pode resultar em problemas de comportamento mais difíceis de corrigir no futuro. O treinamento deve incluir comandos básicos, como “senta”, “fica” e “vem”, além de socialização adequada com pessoas e outros animais. 

4.3. Exercícios e atividades adequadas  

Os cães nesta fase, têm níveis de energia mais elevados e precisam de exercícios adequados para se manterem saudáveis e felizes. Caminhadas diárias, brincadeiras interativas, jogos de busca são atividades excelentes para manter os cães em movimento e gastar energia. E se caso isso não for possível ou seja necessário mais atividades, uma ótima opção são creches com interatividade ambiental e social.  

  1. Cuidados com a saúde 

Os cuidados com a saúde são fundamentais para garantir seu bem-estar geral. É importante manter as vacinas atualizadas, antiparasitários internos e externos em dia, bem como fornecer uma dieta balanceada e de alta qualidade, adequada para a fase de crescimento. 

Esse período também é marcado pelo desenvolvimento dos dentes permanentes; por isso, é essencial praticar uma boa higiene oral, escovando os dentes regularmente e fornecendo brinquedos apropriados para mastigação. 

Além disso, essa é a idade mais recomendada para a castração eletiva, garantindo que seu cãozinho não terá crias indesejadas, venha a desenvolver patologias relacionadas à reprodução e evitar o abandono de animais.  

A melhor idade para as fêmeas é após o primeiro cio, pois é o momento em que o aparelho reprodutivo já está maduro e nos machos, assim que os testículos já estiverem inseridos no saco escrotal, que ocorre nesta fase de vida.  

A redução de neoplasias ovarianas e testiculares é um dos principais benefícios e motivo de procura pelo procedimento, além da prevenção de cruzas e gestações indesejáveis, auxílio no controle populacional de animais errantes, e redução de desordens reprodutivas. Entre outras vantagens à castração, encontram-se a redução no índice de desenvolvimento de piometras, a redução do comportamento de marcação de território, seja com urina ou agressividade, redução de fugas para acasalamento, prevenção de transmissão de doenças venéreo transmissíveis, aumento no índice de adoção e aumento da expectativa e qualidade de vida.  

  1. A fase Adulta 

5.1. Personalidade e comportamento  

Na fase adulta, os cães já estão acostumados com a rotina da família, compreendem os comandos aprendidos e normalmente são sociáveis, mais tranquilos e afetuosos com seus tutores e menos distraídos. 

5.2. Manutenção de treinamento e vigilância de bons comportamentos 

Mesmo na fase adulta, os cães devem continuar recebendo treinamento regular e vigilância de bons comportamentos. O treinamento contínuo ajuda a manter suas habilidades, estimula sua mente e fortalece o vínculo entre o cão e o tutor.  

Uma abordagem de treinamento baseada em recompensas, usando elogios, carinhos e petiscos como incentivos, costuma ser eficaz. Eles respondem bem à positividade e ao reforço positivo, ao invés de punições diversas ou métodos rígidos. É importante ser consistente no treinamento e estabelecer limites claros para garantir que o cão entenda as expectativas de comportamento. 

Além disso, a socialização contínua é fundamental. Expor o cão a diferentes pessoas, ambientes e segurança para evitar o desenvolvimento de comportamentos espontâneos, como medo ou agressão. Participar de atividades em grupo, como aulas de obediência ou encontros com outros cães amigáveis, também pode ser benéfico. 

5.3. Necessidades de exercício e mentalização 

Os cães adultos precisam de exercícios diários para manter sua saúde física e mental. Passeios regulares, brincadeiras, idas regulares a creches para cães, são ótimas maneiras de atender às necessidades de exercício desses cães. 

Além do exercício físico, os cães também se beneficiam da estimulação mental, pois são animais inteligentes, curiosos, e desafiadores, e a utilização de brinquedos interativos e jogos de inteligência, podem ajudar a mantê-los ocupados e satisfeitos. Ensinar truques novos e oferecer oportunidades de aprendizado também são formas de mentalizar esses cães. 

5.4. Rotina de cuidados de saúde e alimentação  

Na fase adulta, os cães necessitam de uma rotina de cuidados de saúde e alimentação adequada para se manterem saudáveis. É essencial fornecer uma dieta balanceada e de alta qualidade, formulada especificamente para cães adultos. Consultar um médico veterinário é recomendado para determinar a quantidade de alimento ideal para esta idade e escolher a melhor opção nutricional para o seu cão. 

Além da alimentação, é importante agendar visitas regulares ao consultório veterinário para exames de rotina, vacinação e cuidados preventivos. Monitorar a saúde e realizar exames periódicos, podem ajudar a identificar problemas precocemente. 

Por fim, não se esqueça de fornecer água fresca e limpa em abundância para o seu cão, especialmente após atividades físicas. A hidratação adequada é fundamental para o bem-estar geral do cão. 

Lembre-se de que cada cão é único, e as necessidades individuais podem variar. É sempre recomendável consultar um médico veterinário do TioChico para obter orientações personalizadas. 

  1.  A fase Sênior 

6.1. Mudanças físicas e comportamentais  

A fase sênior, é uma etapa em que ocorrem diversas mudanças físicas e comportamentais. À medida que o cão envelhece, seu metabolismo diminui, o que pode resultar em ganho de peso se a dieta não for ajustada. Além disso, é comum observar o aparecimento de pelos grisalhos ao redor do fuço e ao redor dos olhos. 

Em relação ao comportamento, os cães idosos tendem a ser menos ativos e enérgicos do que quando eram mais jovens. Eles podem se tornar mais sonolentos e passar mais tempo descansando. O apetite também pode diminuir, tornando importante monitorar a alimentação e garantir que o cão esteja recebendo os nutrientes necessários. É comum que os cães idosos apresentem um aumento da sensibilidade às mudanças climáticas, como temperaturas extremas. 

6.2. Adaptações na rotina e no ambiente  

Para atender às necessidades de um cão idoso, algumas alterações na rotina e no ambiente podem ser necessárias. É importante proporcionar um ambiente confortável para o cão, garantindo que ele tenha acesso a uma cama macia e quente, bem como a um local tranquilo onde possa descansar sem ser perturbado. 

Além disso, uma rotina de exercícios precisa ser ajustada para evitar exercícios excessivos. Caminhadas mais curtas e frequentes são mais esperadas do que atividades intensas e prolongadas. Também é importante oferecer brinquedos resistentes para cães idosos, que sejam de fácil manipulação e não representem riscos de engasgamento ou lesões. 

6.3. Cuidados especiais com a saúde e prevenção  

Os cuidados com a saúde de um idoso são essenciais para garantir seu bem-estar. Consultas regulares ao médico veterinário são fundamentais para monitorar a saúde do cão e identificar precocemente possíveis problemas. Exames de sangue e urina podem ser realizados para avaliar a função dos órgãos e identificar alterações metabólicas, enquanto exames de imagens são importantes para avaliar alterações ósseas e sistêmicas também.  

Vacinação adequada, controle de parasitas internos e externos, e administração de suplementos nutricionais recomendados pelo médico veterinário são medidas importantes para manter a saúde do idoso.  

6.4. A importância do enriquecimento ambiental e exercícios adequados  

Mesmo na fase sênior, o enriquecimento ambiental e os exercícios adequados continuam sendo fundamentais para o bem-estar do idoso. O enriquecimento ambiental, deve respeitar as limitações desta fase de vida. 

  1. Conclusão  

O entendimento de todas as fases de vida dos cães, a sua origem e seu comportamento, são de extrema importância para uma convivência saudável e amorosa entre humanos e os cães.  

Tenha sempre conhecimento e confiança em um médico veterinário para o acompanhamento do seu cão. Ele precisará de visitas regulares ao consultório, durante todas as fases de sua vida, a fim de evitar problemas de saúde e de manejo inadequado.  

Esperamos que este guia tenha sido útil para você. Aqui no TioChico temos uma equipe de médicos veterinários qualificados e preparados para lhe auxiliar e orientar a melhor maneira de promover saúde, qualidade de vida e longevidade para seu melhor amigo. Não hesite em nos contatar. Queremos fazer parte de todas as fases de vida do seu cão.  

Autoria: 

Rafaela Gomes Lang CRMV-RS 17051 – Médica veterinária clínica geral. 

Sabrina Braga Knorr CRMV-RS 15469 – Médica veterinária Mestre em Saúde Animal. 

  1. Referências Bibliográficas  

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